Concluído o Primeiro Curso de Formação em Economia Solidária em Ribeirão Preto


Oferecida pelo Terroá e por organizações parceiras, a iniciativa vinha ocorrendo desde 19 de março e voltou-se à articulação, à formação e ao fortalecimento de empreendedores solidários no município e na região.

Na última segunda-feira, dia 25 de junho, chegou ao fim o primeiro Curso de Formação em Economia Solidária, promovido pelo Eixo Formativo do Fórum Municipal de Economia Solidária de Ribeirão Preto. A iniciativa é fruto de uma parceria entre diversas entidades de fomento e apoio à economia solidária que fazem parte do Eixo Formativo, dentre elas a Co-Labora ITES, o Instituto Esfera, o Instituto Terroá, a Associação Comviver Solidário, a Associação Pólvora e a Estação Luz.

Promovidos sempre às segundas-feiras, os dez encontros dessa primeira etapa proporcionaram aos participantes o contato com temas fundamentais para a capacitação de atores que trabalhem com empreendimentos solidários no município e na região. Princípios da economia solidária como a cooperação, a sustentabilidade, a solidariedade, o comércio justo e a autogestão estruturaram o conteúdo do curso. Os participantes trabalharam também noções da Teoria U e de mindfulness, associando-as à importância da empatia e da escuta atenta aos clientes e relacionamentos profissionais. Além disso, foram apresentados aos participantes modelos de negócios e instrumentos de gestão imprescindíveis para o sucesso de empreendimentos solidários, salientando-se, também, a importância do trabalho em redes de economia solidária para o desenvolvimento territorial.

No encontro da última segunda-feira, o facilitador do curso e diretor institucional do Instituto Terroá, Daniel Bellissimo, recapitulou os conteúdos trabalhados nessa primeira etapa e apresentou um método para facilitar a tomada de decisão coletiva. Assim, os participantes puderam elaborar um planejamento da aplicação dos diferentes conceitos e práticas de economia solidária trabalhados ao longo do curso nos empreendimentos em que atuam. Por fim, Regina Carretta, professora de Terapia Ocupacional da Universidade de São Paulo (USP-RP), conduziu uma avaliação na qual os participantes completavam as frases “Que bom...”, “Que pena...” e “Que tal...”, a fim de se apontarem pontos positivos e negativos dos encontros bem como sugestões para o aperfeiçoamento do curso.

Ao final do encontro, era perceptível a satisfação dos participantes que deixavam o curso: os conhecimentos adquiridos, as possibilidades de desenvolvimento pessoal e profissional trazidas pelo curso e as relações construídas pelo grupo foram alguns dos pontos que mais agradaram aos 25 participantes, em sua maioria mulheres. O grupo também foi unânime em afirmar que tem a intenção de continuar a se encontrar para fortalecer os princípios e as práticas de economia solidária experienciadas ao longo dos encontros.

“Além do fortalecimento dos empreendimentos presentes, formamos também multiplicadores de conceitos e práticas de economia solidária, com uma noção ampla da economia, entendendo que práticas de solidariedade econômica envolvem a sustentabilidade dos nossos territórios e o bem-viver da nossa gente. Esperamos que a experiência se repita e seja disseminada muitas vezes”, avalia Daniel.

A expectativa é a de que novas edições do curso o tornem uma iniciativa duradoura. Isso porque, além do sucesso da primeira etapa segundo a avaliação dos participantes, uma formação adequada em conceitos e práticas de economia solidária é hoje, cada vez mais, um pré-requisito para a participação em feiras e demais espaços voltados a empreendimentos e eventos solidários.

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