Protagonismo juvenil no diálogo pela garantia de direitos


Mini-Conferência dos Direitos da Criança e do Adolescente é realizada no Ribeirão Verde.

No dia 20 de outubro, em torno de 20 crianças e adolescentes de 6 a 18 anos, algumas acompanhadas de seus pais e mães, reuniram-se com profissionais da Psicologia, da Economia, da Educação e da Assistência Social para a realização da I Mini-Conferência dos Direitos da Criança e do Adolescente do CEU das Artes, no Complexo Ribeirão Verde, em Ribeirão Preto.

Organizada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) em parceria com o Grupo Gestor do CEU das Artes, com o apoio da Associação Comviver Solidário, da Associação Pró-Esporte e Cultura, do Instituto Terroá e da Associação dos Amigos do Atletismo de Ribeirão Preto, a Mini-Conferência teve como objetivo apresentar aos participantes o que é e como funcionará a Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, que será realizada no próximo dia 09 de novembro, das 8h às 16h, no Cine Cauim.

Além disso, os presentes dialogaram sobre os principais desafios das crianças e adolescentes no complexo Ribeirão Verde em Grupos de Trabalho divididos pelos eixos fundamentais da Conferência e criaram propostas de encaminhamentos, ações e políticas que poderão ser debatidas nos âmbitos municipal, estadual e nacional. A depender de sua viabilidade e prioridade, tais propostas virarão práticas pela garantia e ampliação dos direitos da criança e do adolescente.

Uma das propostas mais interessantes que os próprios jovens desenvolveram foi a criação de um aplicativo que possibilite (i) o acesso às informações sobre os caminhos para a participação de jovens na construção e na garantia de seus direitos, bem como informações sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e (ii) a denúncia de violações dos seus direitos, que possam ser encaminhadas aos órgãos locais responsáveis, como o Conselho Tutelar, a Delegacia da Mulher, a Secretaria da Educação ou o próprio Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente.

Daniel Bellissimo, diretor institucional no Instituto Terroá e coordenador de um projeto de articulação comunitária cidadã em parceria com a Associação Pró-Esporte e Cultura (APEC), deu o seu depoimento sobre o evento: “Foi uma oportunidade incrível para ouvir as crianças e adolescentes. Muitas vezes, nós adultos os enxergamos como incapazes de pensar soluções para seus próprios problemas. Ingenuidade e preconceito nosso! Criar um espaço de escuta generoso e acolhedor para eles e elas abre um campo de possibilidades para a criação de melhorias, além de todos aprendermos cidadania na prática com o exercício da democracia e do diálogo”.

Ana Celeste Pitiá, psicóloga, conselheira de direito no CMDCA, ocupando a cadeira de representante da sociedade civil, membro do Conselho Gestor do CEU das Artes e diretora geral na Associação Comviver Solidário, que atua diretamente na comunidade do Ribeirão Verde, reforçou a importância da iniciativa: “Trabalhar com a comunidade diretamente no seu território de pertença é muito significativo, pois, como profissional atuante no Complexo Ribeirão Verde que sou, consigo vislumbrar dados diagnósticos necessários para a continuidade do projeto de trabalho que a Associação Comviver Solidário vem realizando com as crianças, adolescentes e suas família no âmbito da Psicologia e da Assistência Social. É preciso que estejamos em conexão com as pessoas da comunidade, escutando sobre sua condição e procurando oportunidades de vivenciar situações problemáticas junto a elas. O potencial apresentado pelos adolescentes nesta Mini-Conferência está sendo visto e é imenso, traduzindo o empoderamento presente neles. Basta que a oportunidade seja oferecida e saudavelmente conduzida por nós, cidadãos adultos!”.

Regina Moraes Moreira, assistente social, professora no SENAC e vice-diretora da Associação Comviver Solidário, também destacou o impacto positivo da Mini-Conferência: “Tenho muita satisfação em ter participado dos momentos da Mini-Conferência, pois percebo o potencial dos jovens, adolescentes e crianças quando têm a possibilidade de se expressarem com segurança e acolhimento. A participação dos adultos e profissionais naquele espaço teve como objetivo apoiar o grupo para que pudesse externar suas opiniões a respeito dos recursos e das ações dirigidas a eles”.


0 visualização