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Fomento ao desenvolvimento de uma economia sustentável, colaborativa e solidária

December 3, 2018

Realizado desde setembro, o programa de incubação em rede da Co-Labora ITES chega ao fim e cumpre seus objetivos.

 

 

Ao longo dos últimos três meses, o programa de incubação em rede da Co-Labora ITES promoveu 12 encontros na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP Ribeirão Preto (FEA-RP/USP). O objetivo do programa foi propiciar um espaço para o desenvolvimento de negócios de impacto e empreendimentos solidários que explorassem parcerias em uma rede de cooperação. Ao todo, a rede da Co-Labora ITES compreende 13 empreendimentos de diversas áreas, como saúde e bem-estar, alimentação saudável, agroecologia e agricultura orgânica, plataforma de comercialização justa, hortas urbanas, feiras solidárias, museu histórico e educação cidadã para jovens.

 

Os encontros exploraram diversas temáticas, como os princípios e práticas de uma nova economia – sustentável, colaborativa e solidária; as etapas de construção do modelo de negócios seguindo tais princípios; um mapa da empatia da persona dos empreendimentos e a construção de sua proposta de valor; os temas da viabilidade econômica, da precificação e do comércio justo; as redes de cooperação e a apresentação dos empreendimentos para possíveis investidores, parceiros ou apoiadores.

 

A apresentação final dos empreendimentos (pitch) para uma banca de especialistas em economia solidária e construção de modelos de negócio mostrou que a incubação cumpriu com seus objetivos. Em diversos momentos, as empreendedoras e os empreendedores ressaltaram a importância das parcerias que estão concretizando entre si e relataram o progresso nos seus negócios.  

 

Um exemplo é o da empreendedora Graziella Bianco, que está na fase inicial da construção de uma plataforma de comercialização justa para produtores locais, a MadeIn Ribeirão. Embora ainda no estágio inicial, o empreendimento já está formalizando parcerias com produtores de alimentação saudável e agroecologia que foram incubados. A empreendedora Eva, do Museu Histórico Simonense Alaour da Matta, por sua vez, vem estruturando projetos em parceria com o empreendedor Eliezer, do Projeto Ubuntu, que objetiva a implantação de projetos e oficinas cidadãs com jovens para a redução de violência e o fomento à cultura de paz.

 

Para além das parcerias, ao longo do período de incubação foram percebidos diversos avanços nos empreendimentos: por exemplo, a reestruturação ou criação de novos canais de distribuição de produtos bem como a possibilidade de que os empreendimentos redesenhassem seus modelos de negócio a partir de estudos de viabilidade econômica e, assim, conseguissem visualizar seus diferenciais e comunicá-los melhor. Houve até quem percebesse que não haveria viabilidade econômica em sua ideia inicial de empreendimento e, a partir disso, mudasse radicalmente seu objeto de trabalho.

 

Apesar do sucesso dos encontros realizados desde setembro, o projeto encerra, lamentavelmente, sem que se tenha certeza da possibilidade de continuá-lo no mesmo formato, ou em formato similar, no ano que vem. Ocorre que seu financiamento advém do governo federal, do Programa de Fomento às Incubadoras Universitárias (PRONINC), da Subsecretaria Nacional de Economia Solidária, Ministério do Trabalho, cuja continuidade se encontra ameaçada.

 

Ainda assim, o Instituto Terroá, como uma das entidades gestoras da incubadora Co-Labora, em conjunto com a USP, continuará procurando alternativas para que o trabalho da entidade siga colaborando com o desenvolvimento de empreendimentos para uma nova economia, bem como com a formação de um ecossistema favorável a essa nova economia. Conforme aponta Daniel Bellissimo, diretor institucional no Instituto Terroá e coordenador executivo da Co-Labora: “Continuaremos esse trabalho, ainda que em outros formatos ou locais, seja por meio de financiamentos públicos ou privados, nacionais ou internacionais. Vivemos em um dos países mais desiguais do planeta, com altos índices de pobreza, vulnerabilidade social e exploração da força de trabalho menos qualificada. Somam-se a isso as ameaças ao nosso meio ambiente feitas por práticas econômicas predatórias. Nesse cenário, fomentar a geração de renda de uma forma justa, inclusiva, solidária e sustentável é urgentemente necessário.”

 

 

 

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